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A contribuição da proteína no treino de força.


O treino de força pode ser definido como o uso de protocolos de resistência progressiva como o levantamento de pesos livres, que aumentam a capacidade de exercer a força ou resistir a ela.

Durante os exercícios de força ocorre no músculo uma degradação de substâncias , tanto estruturais quanto energéticas. Esta situação metabólica é denominada catabolismo , e caracteriza o exercício como uma agressão à integridade do organismo. Como resposta a essa situação , ocorrem adaptações fisiológicas que capacitam o indivíduo a suportar melhor novas agressões. Essas adaptações fisiológicas incluem a hipertrofia muscular , e ocorrem no período de descanso que se segue aos exercícios. (SANTARÉM ,1991 ).

A esta situação metabólica que ocorre no período de descanso é denominado de anabolismo , e é caracterizada pela síntese de substâncias.

Na primeira fase do período anabólico ocorre recomposição das substâncias perdidas durante os exercícios. A segunda fase se caracteriza pela síntese de proteínas além dos níveis anteriormente encontrados. Porém quando os aminoácidos provenientes das proteínas alimentares , estão em baixa concentração no sangue , ocasiona um processo metabólico denominado de balanço nitrogenado negativo, e sempre que isso ocorre durante o período anabólico subsequente ao treino , ocorre uma diminuição no ritmo de formação de músculo.

Neste processo anabólico que é iniciado logo após o treino , o a ingestão alta de proteínas principalmente após treino poderá determinar o êxito da questão no que se refere a recuperação muscular e posteriormente aumento de massa magra. Esses valores podem ser facilmente obtidos se a ingestão de proteína na dieta for de 15% , principalmente considerando a quantidade de calorias consumidas por esses indivíduos. ( TARNOPOLSKY , 1992 ).

Por este aspecto , fica claro que o consumo adequado de proteína da dieta afecta directamente o anabolismo protéico , sendo este fenômeno fisiológico, um factor primordial e determinante para a formação da massa muscular , visto que esta é basicamente composta de proteínas.

O treino intenso com pesos pode dobrar ou triplicar o tamanho dos músculos , enquanto que a falta de estímulo muscular pode atrofia-lo , pois o músculo esquelético é o tecido mais abundante do corpo e também um dos mais adaptáveis. (ANDERSEN , 2000 )

Assim , as adaptações ao treino de força são consequências da exposição repetida a exercícios específicos que activam mecanismos fisiológicos de restauração de tecidos durante o processo anabólico, sendo este , dependente da ingestão adequada de proteínas da dieta, que fornecerá seus aminoácidos essências para a formação de matérias plásticas e estruturais para o organismo. Tornando assim um processo cíclico e constante.

Conclusão:

O entendimento dos factores que levam às adaptações fisiológicas derivadas do treino de força é fundamental para compreendermos os fenomenos anabólicos que compreendem o crescimento muscular, como por exemplo: o treino com pesos , cronobiologia das proteínas , descanso e restauração.

A exposição repetida a exercícios específicos pode promover a adaptação de mecanismos fisiológicos que permitem a execução posterior do mesmo esforço com mais eficiência , sendo este processo determinado pelo fator anabolismo , que engloba em essência a síntese de proteínas musculares.


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Bibliografia:

SANTARÉN , José Maria. Treinamento Avançado Para Competição. Santos: Editor Atenas – Projetos e Promoções Esportivas LTDA , 1991.

TARNOPOLSKY, M.A. Evaluation of protein requeriments for trained strength athletes. J.Appl. Physiol. 73: 1992.

ANDERSEN, J.L. Muscle, genes and athletic performance. Scientific American September , 2000.